Conheça as semelhanças e as diferenças entre as religiões

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Candomblé e Umbanda

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A Umbanda é uma religião brasileira, influenciada por cultos africanos e de outras crenças como o catolicismo. O Candomblé, por sua vez, preserva os rituais originalmente africanos.

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O culto do Candomblé pode ser entendido como fruto de uma condição histórica específica: a escravidão. Por muito tempo a religião que cultua os orixás africanos foi considerada subversiva.

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A religião foi iniciada no Brasil com a opressão dos africanos escravizados no país pelos brancos católicos. Eles praticavam suas crenças de forma secreta nas senzalas e quilombos.

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O Candomblé preserva a hierarquia nas comunidades de terreiro e realiza cerimônias específicas, como o preparo dos pratos de santo e os sacrifícios.

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A palavra sacrifício significa “ato de fazer o sagrado”, sair da esfera profana e adentrar ao sagrado. No Candomblé, a vida dos animais e os alimentos são oferecidos às divindades como forma de culto.

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 O nome Umbanda significa o conjunto das leis divinas. A religião tem como ideal principal a prática da caridade e foi anunciada no Brasil em 1908 por meio do médium Zélio de Moraes.

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“Embora seja uma religião monoteísta, que reverencia apenas um deus, o Jesus Cristo, a Umbanda possui influência de orixás como Oxossi, Xangô e Iansã, sendo regida por essas divindades ancestrais”, explica Rodrigo Queiroz, professor de Filosofia e Teologia da Umbanda.

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De acordo com o professor, a Umbanda encontra uma maneira de se comunicar e auxiliar a humanidade através das falanges dos orixás, que são as sete linhas da religião, as manifestações espirituais dos caboclos, pretos velhos e outros.

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“Esses guias são espíritos humanos desencarnados que atuam por amor, auxiliando na evolução da humanidade”, destaca Rodrigo.

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Agora que já entendemos em quais pontos as duas religiões se diferenciam,  o que une o Candomblé à Umbanda é a resistência.

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Além do racismo, os adeptos a religiões afro também sofrem ataques de cunho machista, já que a tradição dessas religiões é matriarcal e oferece maior liberdade para as mulheres.

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Antigamente, as mulheres negras dominavam o conhecimento da cura por ervas medicinais, e eram as líderes dessas religiões, semelhantes às yabás (orixás femininos) que são Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, Obá e Ewá, ligadas à força e a luta.

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