Através da poesia, a ativista Maya Angelou rompeu com o silêncio das suas dores e fez das palavras um instrumento para luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

COLAGEM: I'SIS ALMEIDA/ALMA PRETA POR: dINDARA PAZ

escritas de
uma vida

Nascida em 1928 na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri (EUA), Maya Angelou é o pseudônimo de Marguerite Ann Johnson, uma das figuras mais emblemáticas na defesa dos direitos civis.

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Com sua poesia, denunciou as violências enfrentadas pela comunidade afro-americana entrelaçadas com suas próprias dores, traumas e experiências vividas como uma mulher negra.

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Aos sete anos de idade Maya Angelou ficou muda após ser estuprada pelo namorado da mãe e denunciar o caso à família. O homem foi preso e, logo após sair da cadeia, morreu espancado.

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Aos 15 anos, se tornou a primeira mulher negra motorista de bondes na cidade de São Francisco, durante o período da Segunda Guerra Mundial. Também foi mãe solo e se divorciou em uma época em que a separação não era vista com bons olhos pela sociedade.

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“Minha voz o havia matado; eu matei aquele homem porque disse seu nome. E depois pensei que nunca mais voltaria a falar, porque minha voz poderia matar qualquer um...”

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Durante os seis anos em que ficou sem falar, Marguerite passou a se dedicar à escrita e à literatura como uma forma de se curar do trauma do abuso.

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Maya Angelou era completa: foi bailarina, diretora, atriz, cantora, jornalista, escritora e ativista do movimento negro junto de grandes nomes, como Martin Luther King Jr. e Malcom X.

OWN | Tradução de Deivison Chioke
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Em suas escritas, Maya Angelou adotou uma abordagem pessoal nunca antes vista na literatura. Na sua primeira autobiografia, "Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola", a escritora expôs como o racismo atravessava a população negra no sul dos Estados Unidos.

“Era horrível ser negra e não ter controle sobre a minha vida. Era brutal ser jovem e já estar treinada para ficar sentada em silêncio ouvindo acusações feitas contra a minha cor sem chance de defesa”.

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Maya Angelou faleceu em 2014, aos 86 anos. Em oito décadas de vida, teve mais de 50 obras publicadas e inúmeras premiações. Nas palavras, descobriu a potência da sua voz para romper com as desigualdades e também falar sobre amor e afeto.

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Eduardo Benincá | Originalmente publicado pela OWN

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