Guerrilheiro chegou a ser considerado o inimigo número um da ditadura por sua luta contra o regime militar. 

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MARIGHELLA

texto original: Douglas Belchior e Viviane Pistache  POR:  FERNANDA ROSÁRIO
COLAGEM: I'SIS ALMEIDA/ALMA PRETA

Carlos Marighella nasceu em Salvador em 1911. Era um dos sete filhos de Augusto Marighella, imigrante italiano e operário anticlerical e anti-militarista, e de Maria Rita do Nascimento, filha livre de africanos escravizados trazidos do Sudão.

montagem: I'sis almeida/alma preta

Sua trajetória política começou bem jovem. A porta de entrada na militância ocorreu com seu ingresso na academia, no curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Bahia em 1929.

REPRODUÇÃO: Wikimedia Commons

Ao longo da vida, Marighella teve quatro passagens pela prisão, onde sofreu torturas e espancamentos.

Reprodução: Memórias da Ditadura

Em 1932, aos 20 anos, foi preso pela primeira vez depois de escrever um poema com críticas ao interventor da Bahia Juracy Magalhães, nomeado por Getúlio Vargas, se opondo ao que seria, em 1937, o período ditatorial do Estado Novo (1937-1945).

Reprodução: Controvérsia

Em 1936, Marighella abandonou o curso de Engenharia Civil e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), tornando-se militante profissional do partido.

MONTAGEM: i'sis almeida/alma preta

Ainda durante a Era Vargas, o militante foi preso por subversão duas vezes, ficando na prisão até 1945, quando foi beneficiado com a anistia pelo processo de redemocratização do país.

reprodução: Wikimedia Commons

Durante 33 anos, Marighella atuou no PCB. Em 1946, elegeu-se deputado federal como um dos mais bem votados da época, mas perdeu o mandato quando o governo Dutra cassou todos os políticos de partidos comunistas, por orientação do governo dos EUA.

Reprodução: Instagram Maria Marighella

Chegou a ocupar cargos na direção partidária na clandestinidade. Após o golpe militar, em 1964, foi baleado e preso dentro de um cinema no RJ por agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social). No ano seguinte, entrou na luta armada contra a ditadura militar.

reprodução: Wikimedia Commons

Na mesma época, escreveu o livro “A crise brasileira”. Já em 1967, é expulso do PCB por divergências políticas e, no ano seguinte, fundou o movimento armado Ação Libertadora Nacional (ALN), com companheiros dissidentes do partido.

Reprodução: Levy Leiloeiro

A ALN teve alcance nacional, foi responsável por diversos assaltos a bancos para financiar a guerrilha e pelo famoso sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, trocado por 15 presos políticos.

Montagem: I'sis Almeida/Alma Preta
TWITTER de Mário Magalhães

“O minimanual do guerrilheiro urbano”, escrito pela liderança em 1969, foi uma de suas obras mais divulgadas. Nela,  ele detalhou táticas de guerrilha urbana para orientar movimentos revolucionários.

reprodução: DOCUMENTOS REVELADOS

Marighella foi assassinado a tiros em 4 de novembro de 1969 em uma emboscada armada por agentes do Dops e coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, envolvido em diversos episódios de tortura, sequestro e assassinato durante a ditadura.

reprodução: Levy Leiloeiro

Com a Anistia Geral no governo Ernesto Geisel, em 1979, os restos mortais de Marighella foram levados a Salvador e depositados no Cemitério Quinta dos Lázaros, em uma lápide concebida por Oscar Niemeyer e com homenagem de Jorge Amado, antigos colegas de PCB.

reprodução: RONDÓ DA LIBERDADE
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