lados de uma
mesma moeda

Nazismo e racismo
anti-negro:

POR:  Giovanne ramos

Durante o regime nazista, a comunidade afro-alemã era considerada "bastarda" e, como os judeus, também foi perseguida e violentada. Resquícios de dados históricos mostram a realidade cruel que vitimizou pessoas negras

A expansão do nazismo na Alemanha, nos anos 1930, é historicamente marcada pela perseguição de povos de minoria étnica, religiosa e política, como os judeus, que foram torturados e mortos em campos de concentração 

imagem:  Yad Vashen Archives / Via Reuters

No entanto, pouco se sabe sobre como outros grupos também sofreram com a brutalidade na Alemanha nazista, como a população negra alemã, composta por imigrantes oriundos de países africanos, como Camarões, Ruanda e Togo

imagem:Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos

Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, a comunidade negra alemã ainda estava em formação e as famílias eram compostas por mulheres alemãs e soldados africanos que atuavam nas tropas coloniais francesas

imagem: DW

Os soldados atuavam na região da Renânia,  a oeste da Alemanha, onde foram enviados para impor o cumprimento do Tratado de Versalhes. A região foi desmilitarizada em 1930 e em 1936 foi tomada pelas tropas alemãs.

imagem:: Divulgação/Prease

O nascimento de crianças filhas de soldados africanos e mulheres alemãs fez com que o governo nazista as definissem como "Bastardos da Renânia", termo racista em referência às famílias que se instalaram na Renânia após a Primeira Guerra Mundial

imagem: Manchete do jornal Frankfurter Volksblatt, 1936

Estima-se que cerca de 800 crianças nasceram na Alemanha fruto de relacionamentos entre soldados africanos e mulheres alemãs. Como forma de garantir a supremacia branca, o governo decidiu criar leis para evitar relações interraciais

imagem: Biblioteca do Congresso Americano

Conhecida como "leis para a proteção do sangue e da honra alemãs", as Leis de Nuremberg proibiam os judeus alemães de se casarem ou terem relações sexuais com pessoas de "sangue alemão", o que também foi adotado para a população negra

imagem: Diário da Lei do Reich (RGBl I 1935, p.1147)

Durante o período, casais foram obrigados a se separar e as crianças e adultos negros eram submetidos a uma esterilização forçada. Ao menos 400 crianças negras que viviam na Renânia foram submetidas ao procedimento sem o consentimento dos pais

IMAGEM:  Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, Foto de Max Reid

Com o avanço das perseguições, em 1941, as crianças negras foram excluídas das escolas de todo o país, medida que fez com que elas fossem forçadas a sair do ambiente escolar e abandonar os estudos

IMAGEM: HarperCollins

Além da exterminação em massa dos judeus, o ódio anti-negro também se alastrava no país. Cartazes e panfleto ilustravam as crianças negras como animais e os soldados negros como "estupradores" de mulheres brancas e “predadores sexuais”

IMAGEM: Biblioteca da Universidade de Heidelberg

Até hoje, pesquisadores tentam desvendar o rumo da população negra na Alemanha nazista. Há indício de que cerca de 20 negros alemães foram enviados para campos de concentração

IMAGEM: Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos

Na Alemanha, das 75 mil pedras em homenagem às vítimas do regime nazista, apenas quatro são em memória de pessoas negras. Estudiosos estimam um número maior, já que grande parte de documentos e registros foram destruídos

IMAGEM: Harrison Mwilima/DW

DESIGN

IMAGENS

TEXTOS

Camila Ribeiro Alma Preta Jonalismo/
Reuters/
Museu Memorial do Holocausto/
Biblioteca do Congresso Americano/
Biblioteca da Universidade de Heidelberg/ 
Dindara Ribeiro

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