Quantas pessoas trans e travestis são tidas como referência nacional e circulam nos meios de comunicação sem que a narrativa seja sobre agressão ou morte?

pessoas trans nas telas

texto original: victor lacerda
 
POR: fernanda rosário
linn da quebrada
reprodução instagram

Este é um questionamento central que perpassa há anos a população que luta por visibilidade em um país que mais mata pessoas trans no mundo.

Reprodução: Sinpsi-SP

De acordo com o relatório de 2021 da Transgender Europe (TGEU), há 13 anos consecutivos o Brasil é líder no número de agressões e morte por transfobia.

reprodução: Tomaz Silva/
Agência Brasil

Para tomar medidas que protejam essa população e desenvolvam melhoria na qualidade de vida e longevidade, foi preciso a ocupação de pessoas trans em cargos parlamentares.

reprodução: Sergio Galdino/Alesp Imagem das parlamentares Erika Hilton e Erica Malunguinho

O mesmo acontece com a projeção de uma pessoa trans na mídia nacional, que recentemente foram inseridas em suas programações sem que o tom fosse de humor, deboche ou validação do preconceito existente.

Reprodução: TV Globo Imagem da atriz
GLAMOUR GARCIA

A passos lentos, é possível identificar que pequenos espaços são abertos para dar vez e repercutir a voz deste grupo, sejam em filmes, clipes, séries e em reality shows.

reprodução: mtv brasil Imagem do ator e modelo
Tarso Brant

Karla Macedo, vice-presidenta da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais (Amotrans) de Pernambuco, destaca a importância da chegada da população trans em meios de veiculação nacional como sinônimo de reconhecimento da dignidade humana.

reprodução: instagram Imagem do empreendedor
Roberto Bete
- Karla Macedo, vice-presidenta da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco

“A inserção de pessoas trans na mídia é resultado de um processo de luta por visibilidade há anos. Quando as pessoas assistem filmes ou TV, já chegam com seus conceitos pré-estabelecidos. A presença de pessoas trans nas telas vem como uma tentativa de alterar isso”.

reprodução: série pose
- Karla Macedo

“Para nós, a veiculação de informação dada por pessoas que nos representam e simbolizam, de fato, a nossa luta é importante por rebater a narrativa distorcida e estereotipada de como a população LGBTIQA+ é retratada nas telas”.

reprodução: tv globo Imagem da cantora e atriz
linn da quebrada

Symmy Larrat, presidenta da Associação Brasileira de Gays Lésbicas Bissexuais Travestis e Transexuais, acredita que a visibilidade na mídia endossa o argumento de que a população trans está ocupando diversos lugares e podem falar a respeito de diversos assuntos.

reprodução: agência brasil Imagem de symmy larrat

“É um espaço que ajuda a naturalizar e informar quem somos. Entretanto, é preciso que essas pessoas se sintam em segurança e bem estar, para que esse lugar não seja um espaço reprodutor de opressão”.

- symmy larrat imagem divulgação

“A gente espera que mais pessoas cheguem a esses lugares para deixarmos de sermos um arquétipo ou sinônimo de performance. Estamos em um outro tempo que não podemos servir de diversão e recreação pejorativa para o público”.

Imagem da cantora e atriz liniker reprodução: amazon prime - symmy larrat
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