SOBERANIA ALIMENTAR

POR:  FERNANDA ROSÁRIO
COLAGEM: I'SIS ALMEIDA/ALMA PRETA

Com práticas ancestrais e respeito à natureza, quilombolas e povos de matriz africana lutam por uma produção agrícola que alimenta com segurança e preserva o meio ambiente.

Soberania alimentar é “o direito dos povos definirem suas próprias políticas sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos para toda população” (Fórum Mundial sobre Soberania Alimentar).

Reprodução: Cooperquivale

Em um Brasil onde mais de 33 milhões de pessoas passam fome e mais da metade está em insegurança alimentar, ter controle sobre a própria produção é garantir segurança de alimentos duradoura e sustentável.


Reprodução: Depositphotos
- Kota Mulanji, presidenta do Fonsanpotma

“O mercado é essa grande máquina de tortura aberta que força e empurra a comida que quer. Resistir como povo tradicional é fechar a boca para isso”

FOTO: Kasturi Laxmi Mohit/Unsplash

Segundo Yamila Goldfarb, entre os motivos para a fome no Brasil atualmente, estão o desmonte das políticas de segurança alimentar/nutricional e uma política de incentivo ao agronegócio e à exportação.

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A verba para políticas como o Programa de Aquisição de Alimentos foi desmontada, o que retira apoio a agricultores familiares ou de até médias propriedades, que produzem alimentos para o mercado interno. 

FOTO: Nilotpal Kalita/Unsplash

A agricultura familiar fornece aproximadamente 70% dos alimentos consumidos no Brasil, particularmente os alimentos in natura (Censo Agropecuário do IBGE).

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Há uma marginalização desses produtores por um lobby do agronegócio e também da indústria de alimentos processados e ultraprocessados.

FOTO: David Greenwood-Haigh/ Pixabay
- Yamila, vice-presidenta da Abra

“Temos muito a aprender com comunidades tradicionais. Diante da emergência climática, é importante investir  nesses modos de vida para que sejam aprimorados e difundidos”.

FOTO: Tomaz Silva/Agência Brasil

A engenheira agrônoma Fran Paula e a quilombola Nilce de Pontes reforçam que os embasamentos tradicionais e ancestrais são a prova da sustentabilidade da produção tradicional.

FOTO: Letícia Ester
- Fran Paula e Nilce de Pontes

“É uma agricultura com técnicas utilizadas há mais de 200 anos por esses agricultores e eles continuam produzindo e férteis. Isso demonstra a eficiência das práticas de agricultura quilombola”.

FOTO: Letícia Ester

Vanessa de França (quilombola do Vale do Ribeira) conta que no território de uso coletivo, cada família tem sua produção individual. Em sua roça, há vários tipos de banana, feijão, entre outros alimentos.

FOTO: Letícia Ester
- vanessa de frança

“Hoje nossa produção é autossuficiente. Em um ano em que as coisas não vão boas nas produções, a gente compra fora, mas hortaliças, por exemplo, dificilmente a gente compra na cidade".

FOTO:  congerdesign/Pixabay

O Vale do Ribeira é detentor do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola, conjunto de saberes aplicados no cultivo de alimentos. A roça de coivara é a base desse sistema.

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O comércio na região é por meio da cooperativa Cooperquivale, criada para que os quilombolas pudessem se organizar para comercialização dos produtos agrícolas, florestais e turísticos.

Reprodução: Cooperquivale

A diversidade de alimentos que compõem hoje a produção dos quilombolas da região é de 240 variedades. Mas a produção de alimentos passava de 800 toneladas por ano em épocas de maior apoio do governo.

foto: Bernd Stille por Pixabay

Mesmo durante a pandemia, a Cooperquivale enviou cerca de 333 toneladas de alimentos saudáveis produzidos por quilombolas da região para mais de 43 mil famílias em vulnerabilidade de São Paulo.

foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

- vanessa de frança

“Não tem necessidade do progresso desordenado que a todo custo não quer saber quem está naquele lugar. Queremos estar no território, mas com ele preservado, porque sem isso não somos nada”.

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